Abandonai-se e bebei...
(agora com Eco!!!!!)
Vejamos bem...
a caiação que tem agora é o velho afrêsco de que fui feito, cenas de sodoma e gomorra antes da aniquilação divina.
Medo, já foi dito, perdi na vida, perdi quem sabe tantas vezes que dele quase morri por tantas vezes em tantos anos.
Fiz um "radier" antes do alicerce de mim para "postar" nas formas de concreto armado, massa tosca de pedras, cimento e areia, que a gente nunca se preocupa em esconder mais do que jé é escondido, esse alicerce. Mas o meu, tá por sobre esse radier que fiz antes, que é uma armação de concreto e ferro por baixo do alicerce, feito antes que ele, claro, para sustentar sem rachaduras qualquer casinha branca de sapé, se se quiser cobrir de sapé a casa sua...
Os lobos, sopram sapé, mas não sopram a casa, firme ali, que nem prego no angu.
Alguém precisava cantar a vida, que dois cantos de morte pode encantoar o ânimo de viver...
Não preciso eu perdoar nada, por isso esperava...
Um dia, me libertei da espera e avisei.
O presente que levei
para mim pré-partida,
era que queria viver
de novo meus sonhos.
Ninguém sabe como
me são caros,
e tão raros,
os momentos de plenitude,
que se soubessem,
estariam comigo em viagem,
de presente prá um(a) menino(a)
que quero feliz,
de orgasmo para uma mulher
com quem quero o gozo gostoso.
Pois é, naquela rua linda e comprida, caminhei, caminhei de dia, e um dia, era escuro, bati de cara com um muro.
Ouvia sua voz do outro lado, mas ela dizia coisas que me doiam, doiam, e eram tantas coisas e tão verdadeiras,
que, ainda que sem medo do abandono, deixei me abandonar dEla, e fui vazando por baixo do vão das portas,
jogando as chaves todas de volta, vazei.
Ah, como eu quis voltar prá dentro da barriga da mamãe...!!! Então chorei...
Chorei aquele líquido amniótico da placenta no meu coração, e o pequeno trombo que estava parado nas coronárias, esvaziado do líquido da placenta trombolítica, soltou-se e foi dissolvido, mas anda por ai, dentro de mim, reunindo em trombos as legiões de anjos ou demônios que invadem os sentimentos que sinto.
Meus presentes, embora bijuterias simples, ainda assim têm brilho de verdadeiro presente, não de falsos, brilhantes.
Entre o passado e o futuro, agora, não sei porquê, lembro daquela voz que ouvi detrás do muro...
E se quiser explicação... (clique aqui para dizer: O que que é isso???????)
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