quinta-feira, fevereiro 24, 2005

O Primeiro Soutien

Enormes afazeres pertinentes à convivência com a feminilidade, têm me ocupado ultimamente, por razões diversas. Embora isso ocupe às mulheres 100% do seu tempo, qüando acumulam a função de mães, aos homens ocupa apenas 50% do tempo que podem, mas nem sempre querem, se ocupar de coisas do sexo oposto. Não que diga de filhos ou filhas, mas de homens e mulheres, cuecas e soutiens, e até mesmo uns que usam cuecas que querem usar sutian, mais coloquial (q q issu mlk!!! diriam os adolescentes... para traduzir "o quê que é isso, maluco!" e evitar menos cansaço digital), e, "à vera", ou veracidade, acontece o vice-versa (tá, da menina que quer usar cuecas...!).
Daí, numa viagem dessas, lendo uma fraquinha entrevista na Caros Amigos com um dos papas da comunicação brasileira, Washington Olivetto, me lembrei daquela propaganda, citada na entrevista, a do primeiro soutien, com uma cena de uma menina colocando seu primeiro soutien.
Inesquecível.
E de soutiens, sinapses mentais me levaram à pré adolescência,
como eu chamaria a coisa infantil do primeiro amor.
E não que a publicidade falasse ou insinuasse (?) sobre tal, o amor.
Era de soutiens, claro.
Afinal, qüantos soutiens compra uma mulher ao longo da vida?
As "consumidoras" mulheres que são contemporâneas dessa propaganda
- e conhecendo o lado feminino -, digo que até as adolescentes atuais a conhecem,
que ela é sempre referência de publicidade esteticamente adaptada ao tempo, já que hoje,
como há 20 anos atrás,
a revolução feminina começa bem mais cedo que começou
com as "mocinhas" de 20 e tantos, 30,
para não falar de mais de 30 anos atrás.

Em saltos assim, a mulher moderna se definiu, segundo dizem tantas coisas por ai, prá não citar que tudo diz isso... Mas isso ainda, o que tem a ver com o amor? Um amor da mulher por ela mesma, pela evolução do seu corpo, pelo que se espera que vai acontecer.
A vida, a criação. A reprodução. O tempo que define não o tempo de reproduzir, que pode acontecer antes, mas o tempo que define sua capacidade de sustentar a reprodução. Sei até do caso de um irmão quê, rejeitado até a idade adulta pela irmã mais velha, ... não.
Isso, merece outras estórias...
Voltando ao soutien, me perco no sentido do que me despertou tudo isso.
E então, muito antes que as meninas começam a pensar em amor, os meninos,
pobres coitados,
nunca tiveram uma propaganda que mostrasse-os manchando
com uma gosma branca,
sua primeira cueca.
Isso, a publicidade ainda não fez, mas falávamos de qüantos anos, mesmo???
Ah, muito tempo.
Tempo demais que ainda não saiu da fórmula de Mulher-Sexo-Cerveja.
É que ainda não se aprendeu a falar "a primeira punheta a gente nunca esquece".

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